27 abril 2010

O Que Há? (FINAL)


Ele não a estava trocando por ninguém, mas não poderia dizer isto a ela. Tudo o que ele queria era simplesmente impedir que se envolvessem demais. Queria apenas cortar o mal pela raiz enquanto tivesse coragem suficiente para isso.
- Ela é tão magricela, Malfoy.

Draco soltou um riso divertido com aquele comentário. Puxou-a para mais próximo dele, escorregando suas mãos para as costas dela e acariciando-a ali. Agarrou firme, com uma das mãos, a sua nuca, ainda por debaixo da camisa que ela vestia, obrigando-a a fitá-lo nos olhos e constatar o sorriso quase largo que ele trazia esboçado nos lábios.
- Eu discordo, Granger. – ousou brincar com a situação. – Ela tem uma bundinha muito atraente...

Provavelmente ele não havia percebido o quanto a havia magoado com aquele comentário. Hermione sentiu os nervos já a flor da pele, mas se controlaria. Tudo o que menos desejava era transparecer a decepção que estava sentindo, a tristeza e a vontade ensurdecedora de implorar para que ele não a abandonasse nunca.
- Atraente como?

Draco franziu o cenho, sem entender o que ela queria dizer com isto. Não havia sido claro o suficiente que havia dito aquilo apenas em tom de brincadeira?
Sentiu a castanha puxar uma de suas mãos, a que não lhe segurava firme a nunca, e posicioná-la sobre suas próprias nádegas.
- Atraente assim? – ela o estava atiçando.

Draco sorriu divertido, deslizando sua mão para dentro da saia dela e apalpando com um tipo de gosto inusitado, apertando firme e saboreando com o tato a consistência perfeita daquela região.
Hermione retribuiu o sorriso, bem mais fraco e discreto, evitando qualquer contato visual que tornasse descarado seus sentimentos.

Sim, agora ela tinha certeza de que nutria sentimentos por ele. Talvez os mesmos que ele estava nutrindo por ela e não queria admitir, os mesmos que eles estavam relutando em silêncio, em puro anonimato. Naquele instante, tendo-o tão próxima dela e sabendo que ele poderia já estar bem distante dali, Hermione compreendeu que estava dando o valor que ele merecia tarde demais, apenas quando percebeu que o perderia.

- Ela beija tão bem quanto eu, Malfoy?

Sua voz soava chorosa, sussurrante, e incrivelmente doce para Draco. Ele estava delirando de encantamentos e admiração por ela, os tipos de sentimentos e reações que nunca havia tido por ninguém antes, nem mesmo por ela.

Definitivamente, ele estava apaixonado por ela. Mas não admitiria isso, era constrangedor confessar que possuía esse tipo de capacidade. Um constrangimento que ambos compartilhavam, não apenas porque suas vidas sentimentais haviam sido um completo fracasso, mas porque eles haviam se habituado a viver cercados de diferenças e um tipo de rivalidade constante.

Eles haviam criado um modo de vida único para eles... à base de ódio, ofensas e prazeres carnais, apenas. Hermione tomou os lábios dele, novamente, sugando-os avidamente e invadindo-lhes com sua língua. Draco apertou suas mãos, ainda mais forte, contra as nádegas dela, empurrando-a para mais próximo dele, sentindo sua excitação ainda maior.
O desejo os dominando completamente. Nunca, antes, eles haviam sentido tal voragem de sentimentos.

Novamente, muito a contra gosto, Draco interrompeu o beijo, segurando a face dela firmemente contra suas mãos, obrigando-a a não se afastar dali. Encostou sua testa contra a dela, sentindo o hálito doce dela colidindo contra seu rosto e o inebriando.
Fechou os olhos, deixando que o silêncio se fizesse presente por alguns segundos.
- Ela beija de um jeito diferente. – sussurrou, como se não fossem os únicos ali e precisasse contar aquele segredo apenas para ela.

- Diferente como? – fechou seus olhos também, repudiando-se por ter feito o tipo de pergunta cuja resposta não lhe agradaria. – Sem graça?

Draco sorriu largo, rindo abafado. Estavam ambos de olhos fechados, corpos colados, excitações evidentes, sobressaltando-se de forma lasciva. Aproximou seus lábios do ouvido dela, causando-lhe arrepios.
- Seus beijos são melhores, satisfeita? – sussurrou novamente.

Ninguém mais importava para ele, nenhuma outra garota seria capaz de provocar nele as mesmas sensações que ela, apenas ela, lhe provocava.
Hermione Granger era a única garota com que ele desejaria estar, a única que ele desejaria carregar para sua cama, amar e delirar de prazeres. Ninguém mais proporcionaria prazeres a ele, senão a sua grifinória astuta.

Hermione alcançou seus lábios novamente, beijando-o ardentemente. Era, agora, uma prova de que estava disposta a não perdê-lo. Se aquela relação havia sido um erro, agora seria tarde demais para tentar recuperar os danos. As conseqüências já eram visíveis: eles estavam apaixonados, talvez estivessem se amando sem dar conta disso.

- Eu ficaria satisfeita se você não me deixasse. – a voz dela soou embargada, mas não havia lágrimas, nem indícios de que elas voltariam.

Ambos sorriram fracos, quase envergonhados do rumo que aquela relação havia tomado. Ele não iria deixá-la, não era exatamente isso que desejava. Essa era apenas uma estratégia para evitar que sentisse por ela algo ainda mais forte do que o que já estava sentindo.

Hermione aninhou-se ainda mais contra ele, agarrando-lhe os cabelos e puxando-os, ao mesmo tempo em que despejava beijos em seu pescoço. Repreendia-se por tê-lo deixado vestido ainda, mas com as caricias que estava recebendo abaixo de seus quadris não teria forças suficientes para despi-lo, naquele momento.

Não, ele não teria coragem suficiente para terminar aquela relação. Sim, ele iria se acovardar diante dela, diante da influência que ela tinha sobre ele. Era ela quem ele queria de verdade, e estaria disposto a abrir mão de qualquer uma de suas outras tantas garotas para que pudesse desfrutar apenas dela. Draco estava completamente embriagado por ela, dominado pelo sentimento que nunca sentiu antes, por absolutamente ninguém.

Hermione soube, desde o inicio, que correria aquele risco, que poderia se apaixonar por ele, e sabia que se isso acontecesse, não teria volta. Tarde demais, ela não havia tomado as precauções necessárias e agora estava pagando o preço da astucia e até mesmo da sua maldita insistência.
Havia desejado descobrir o tipo de homem que Draco escondia dentro dele e, agora, havia acabado de descobrir que não saberia mais viver sem esse mesmo homem.

Nenhum dos dois ousaria confessar seus sentimentos. Aquilo ainda permanecia sendo constrangedor demais para ambos, e manteriam isto em segredo. Eram, agora, exclusividade de cada um... Mesmo que à contra gosto, haviam constatado o quanto necessitavam um do outro...
Peças diferentes que precisam estar unidas para que façam algum sentido.



FIM



P.s: Bom, o capítulo foi um pouco maior, mas eu não quis estender muito, já que provavelmente as leitoras desse humilde blog iriam preparar meu velório se houvesse mais alguma parte. Essa história acabou, mas, próximas virão. Fiquem ligados!
:)
Ann Gominho

2 comentários:

Lari K disse...

"ele não teria coragem suficiente para terminar aquela relação."
"ra ela quem ele queria de verdade, e estaria disposto a abrir mão de qualquer uma de suas outras tantas garotas para que pudesse desfrutar apenas dela."

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!
EU AMEI!!!
FICOU MUITOOOO BOA!!
MEIO PERVO, mas quando a autora é pervo não tem como mudar isso, né?? (brinquei =X )

Quero só ver as próximas, e adorei aquele negócio que você fez para aparecer a descrição dos seus personagens... Para alguém que não os conhece é bem legal...
Ah, e eu amei a parte em que EU sou LINDA e vou FICAR com o SEU PRIMO LINDINHO!!!
kkkkkkkk
Pode pegar meu sobrenome emprestado, gata!!

Beijooooo

Iris Fortes disse...

IA MATAR MESMO SE VOCÊ POSTASSE MAIS UMA PARTE!!!!!!!!
VOCÊ SABE COMO EU FICO NE? RUUUUM!

AMEEEEEEEEEEEI AMI *.* A FRASE FINAL FOI FODAAAAAAAAAA!!!!!!!

;* QUANDO POSTAR OUTRAS NÃO ESQUEÇA DE MIM,AMO LER SUAS HISTORIAS...
SOU A FÃ NUMERO UM! NUNCA ESQUEÇA DISSO :(

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